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Belènzinho, 1910
(retrato de uma época)
Jacob Penteado

Co-edição com a Narrativa Um
ISBN: 85-88371-06-5
16 x 23 cm                      
296 páginas
R$ 39,00

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Leia o release abaixo:

 

Belènzinho, 1910, lançado em 1962, volta às prateleiras em 2003

Quarenta e um anos depois, clássico da história do Belenzinho é relançado em evento no próprio bairro

Em um final de tarde de 1962, os funcionários da Casa Pitta, tradicional fábrica e loja de sapatos do Belenzinho, na esquina das ruas Herval e Silva Jardim, começaram uma completa remodelação do ambiente. Sob o comando de Manoel Pitta, proprietário do estabelecimento, caixas de sapatos foram empilhadas e estantes foram afastadas, permitindo que a loja ganhasse um ar improvisado de "salão nobre". O motivo? Naquela noite seria lançado o livro Belènzinho, 1910 - Retrato de uma época, de Jacob Penteado, obra que eternizaria a história e os personagens do bairro.

Quarenta e um anos depois, a sessenta metros de onde ainda funciona a Casa Pitta, será lançada, no próximo dia 6 de maio, uma reedição de Belènzinho, 1910 (296 pp., R$ 39) publicada pelas editoras Narrativa Um e Carrenho Editorial. Desta vez o local do evento é a sede da Sociedade Amigos do Belém. Se, em 1962, Manoel Pitta organizou a noite de autógrafos como proprietário da Casa Pitta, agora ele participa do segundo lançamento como presidente da Sociedade Amigos do Belém.

A obra

Belènzinho, 1910 é um clássico da memória paulistana, que resgata o cotidiano da cidade nas primeiras décadas do século iniciado em 1900. Publicado pela primeira vez em 1962, ganhou o Prêmio Jabuti em 1963 como melhor livro de memórias e, desde então, vem sendo garimpado como raridade em sebos e bibliotecas de São Paulo. Em um momento em que a capital paulista se prepara para comemorar seus 450 anos, o livro inscreve-se como um dos mais importantes relatos memorialísticos da cidade. Diversos capítulos de Belenzinho, 1910 poderiam ser incluídos em uma antologia das mais comoventes e das mais divertidas páginas já escritas sobre a história da cidade.

Tendo como ênfase a vida do dia-a-dia, os pequenos fatos do cotidiano, Jacob Penteado conta sua infância em vários bairros, o trabalho duro das crianças nas fábricas de vidro, o lazer, a política, o sindicalismo, tipos populares, as epidemias, os costumes, as greves, os conflitos entre portugueses e italianos, a religião, as travessuras de criança, os imigrantes, o bonde, enfim, traz uma imagem viva e presente de como era viver na cidade de São Paulo nas primeiras décadas do século 20. Um dos capítulos da obra é dedicado ao célebre grupo da República do Minarete, nome de um chalezinho amarelo que localizava-se em uma chácara na Rua Vinte e Um de Abril, no Belenzinho, refúgio juvenil da vida literária e intelectual da cidade e que tinha como participantes Monteiro Lobato, Godofredo Rangel e outros escritores

Esta segunda edição de Belenzinho, 1910 ganhou um charme especial em sua capa, criada pela ilustradora Carla Caffé. Acostumada a retratar a cidade de São Paulo com seus traços e colagens originais, Carla utilizou fotos antigas de casas, edifícios e até de um antigo ônibus do bairro para criar uma tradução ilustrada do antigo bairro do Belenzinho.

O autor

Escritor, professor, memorialista, tradutor, funcionário de carreira dos Correios e da Escola de Comércio Álvares Penteado, foram muitas as facetas profissionais de Jacob Penteado (1970-1973). Ele organizou, traduziu e adaptou dezenas de livros, desde antologias de obras-primas da literatura infantil, do conto de terror, conto policial, conto francês e italiano, enciclopédias e até mesmo uma edição da Bíblia. Publicou também Memórias de um Postalista, em 1963, e Martins Fontes, uma alma livre, que deu ao autor o segundo Prêmio Jabuti, em 1969, como melhor livro de memórias.

A Sociedade Amigos do Belém

Associações e sociedades de amigos de bairro muitas vezes têm uma participação política, ou mesmo comunitária, um tanto apática. No entanto, este definitivamente não é o caso da Sociedade Amigos do Belém (S.A.B.). Fundada em 1952, a atuação política da S.A.B. pode ser comprovada nas paredes forradas de fotografias do escritório de Manoel Pitta, presidente da entidade e proprietário da Casa Pitta. As inúmeras fotos registram a passagem de diversas personalidades e políticos conhecidos pelo bairro.

Em 1997, quando o SESC inaugurava um centro cultural no bairro, soube-se que a instituição planejava chamar a unidade de Sesc Tatuapé. Pitta e seus associados não perderam tempo e partiram para a batalha. Cartas foram disparadas à administração do SESC, à Imprensa e a representantes de classe que pudessem influenciar a instituição. Foi obtida até mesmo uma carta oficial da Sociedade Amigos do Tatuapé, reconhecendo que o centro cultural localizava-se no Belenzinho e que não deveria ser chamado de Sesc Tatuapé.

Recentemente, a S.A.B. e seu presidente voltaram à atuação comunitária, depois que a abertura de uma nova rua no vizinho Tatuapé escoou trânsito pesado para a tradicional rua Herval, uma via tipicamente residencial no Belenzinho. Como o maior número de reclamações da mudança no trânsito caiu sobre a entidade que preside, Manoel Pitta promoveu uma reunião com os envolvidos para tentar resolver o problema. Na semana seguinte ao encontro, a CET implantou uma solução emergencial, mas o problema ainda não teve uma solução final. Este drama belenense foi noticiado em três páginas da edição de 2 de abril de 2003 da revista Carta Capital. Sob o título de "Cidadania Atropelada", a matéria publicada trazia até uma carta aberta à prefeita Marta Suplicy, redigida pelo historiador Nicolau Sevcenko, um dos moradores do bairro.

 

O lançamento

Data: 6 de maio de 2003 (terça-feira)
Horário: A partir das 19 horas
Local: Sociedade Amigos do Belém (Rua Herval, 91, Belenzinho, São Paulo)

 

Dados da obra

Belènzinho 1910
(retrato de uma época)
Jacob Penteado

Editoras: Carrenho Editorial / Narrativa Um
ISBN: 85-88371-06-5
Formato: 16 x 23 cm
Nº páginas: 296
Preço: R$ 39,00

 

Mais informações:

Cida Cândido Assessoria de Imprensa: (11) 3255-8993, (11) 9994-3320, cida.candido@terra.com.br

Carrenho Editorial: (11) 5539-3378, imprensa@carrenho.com.br.

 

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