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A prostituição feminina na Boca do Lixo de São PauloContos de Bordel
A prostituição feminina na Boca do Lixo de São Paulo
Renata Bortoleto, Ana Laura Diniz e Michele Izawa

ISBN: 85-88371-10-3
14 x 21 cm                      
160 páginas
R$ 29,00

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O irregular quadrilátero formado pela rua Aurora e pelas avenidas São João, Ipiranga e Rio Branco, no centro de São Paulo, é conhecido pelo apelido de Boca do Lixo. Nessa região, circulam prostitutas, empregados e empregadores da indústria do sexo, além, é claro, dos clientes, que estão ali em busca de prazer. Esse mundo à parte da capital paulista é a própria essência deste livro, que, sem procurar vítimas ou réus, apresenta uma radiografia sem distorções da prostituição feminina da região.

"Contos de Bordel desvenda um pouco do mundo que todos sabem que existe, mas ninguém reconhece. Ele ajuda a conhecer um pouco do drama gerado por uma suposta indústria do prazer."

Heródoto Barbeiro, jornalista

"'Como manter a naturalidade durante uma entrevista enquanto duas pessoas faziam sexo na mesa ao lado?' Esta não é a menor das dificuldades enfrentadas - e vencidas - pelas autoras desta reportagem sensível e marcante sobre o mundo da baixa prostituição em São Paulo. Em seu livro de estréia, Renata Bortoleto, Ana Laura Diniz e Michele Izawa dão mostras de maturidade e compreensão humana raras nos mais experientes jornalistas."

Marcelo Coelho, jornalista

Se você acha que tem um livro nas mãos, é melhor examinar com mais cuidado. Tem capa de livro, título de livro, papel de livro, jeito de livro, cheiro de livro, está numa livraria, mas não é um livro.

Na verdade, Contos de Bordel é uma passagem de primeira classe, com direito a carro alugado e guia, para uma excursão - melhor dizendo, uma incursão - à Boca do Lixo, o apelido nada carinhoso dado ao quadrilátero do Centro Velho de São Paulo plasmado pela prostituição.

As autoras não escrevem. Pegam você pela mão e o conduzem pelas esquinas, hotéis e boates da região. Você vai ser apresentado a prostitutas, gigolôs, rufiões e proxenetas - e vai ter prazer em conhecê-los.

Não espere, porém, encontrar no caminho um lumpesinato estereotipado e maniqueísta. Não há mocinhos nem bandidos, nem santos nem pecadores. As personagens são apresentadas cruas, sem floreios nem adjetivos gratuitos, tal e qual o dia-a-dia da Boca. A narrativa assemelha-se mais ao estilo hard-boiled dos escritores norte-americanos Dashiell Hammett e Raymond Chandler. A diferença entre um Sam Spade e uma Valesca, no entanto, é que ela é de carne e osso - um retrato sem retoques, resultado de um trabalho eminentemente jornalístico.

Renata, Ana Laura e Michele - as autoras, ou melhor, suas guias - vão fazer o máximo para que você goste da incursão. Elas só não podem garantir que será confortável. É provável que você seja sacudido, se revolte e se emocione. É normal, acontece.

Por isso, prepare-se. A viagem vai começar.

Carlos Dias, jornalista

 

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